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CORPO DE BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE JOINVILLE
“FREIWILLIGE FEUERWEHR ZU JOINVILLE”

A fundação do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville ocorreu em 13 de Julho de 1892, sendo uma instituição pioneira em termos de Brasil e resultado legítimo da cultura empreendedora e solidária dos imigrantes. A joia para a admissão de sócios foi fixada em 1$00 (um conto de réis) e a mensalidade em 2$00 (dois contos de réis). Os primeiros exercícios de combate a incêndios foram feitos no campo de esporte da Sociedade Ginástica. Em abril de 1893 chegou à cidade a primeira bomba manual para extinção de incêndios, adquirida na Alemanha. Em 11 de fevereiro de 1895, às 4 horas da manhã, os bombeiros voluntários foram alarmados pelo primeiro incêndio irrompido na cidade na residência do Sr. Carlos Schneider. Os incêndios passam então a ser um desafio à comunidade, preocupando os moradores, que viam arder em chamas às antigas construções de madeira, casas comerciais, depósitos ou mesmo residências. Depois do primeiro incêndio, até os dias atuais, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville teve oportunidade de demonstrar sua eficiência em muitas ocorrências. Em 1911, o Corpo de Bombeiros Voluntários adquiriu, da Comunidade Evangélica Luterana de Joinville, um terreno na rua Jaguaruna nº.13, inaugurando ali sua sede em 23 de fevereiro de 1913. Em 20 de abril de 1925, os voluntários adquiriram uma bomba a motor e, em 1926, compraram seu primeiro caminhão.

FEUERMELDESTELLE

PONTO DE AVISO DE INCÊNDIO.

Por ocasião de incêndio era tocado o sino na sede do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville e, em função do limitado alcance, o aviso era reproduzido por meio de cornetas instaladas em casas particulares a distâncias estrategicamente calculadas. A sociedade de bombeiros voluntários de Joinville, formada em 1892, distribuía cornetas e trombetas em pontos estratégicos da cidade, para o povo ser avisado da ocorrência de incêndio. A pessoa encarregada dava o alarme com a trombeta. Assim se propagava o aviso para os próximos pontos, que por sua vez passavam o sinal adiante chamando os voluntários. Os pontos de aviso tinham placas: FEUERMELDESTELLE - Ponto de aviso de incêndio. O sistema de cornetas foi desativado em 1938 quando o velho sino na torre dos bombeiros foi substituído por uma sirene elétrica de grande alcance, instalada no mesmo local e em funcionamento até hoje.

A importância do voluntariado!

Segundo definição das Nações Unidas, "o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos".

Definiu-se o voluntário como ator social e agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade; Realiza um trabalho gerado pela energia de seu impulso solidário, doando seu tempo e conhecimentos; O ator voluntário atende tanto às necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, (defesa do verde, dos cães, etc...) Atende também às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político, emocional. (Clubes, partidos políticos, catequese, etc...)

Contemporaneamente, o trabalho voluntário envolve Ações mais permanentes, que implicam em maiores compromissos, requerem um determinado tipo de voluntário, e podem levá-lo inclusive a uma "profissionalização voluntária"; ( Ex. Bombeiros Voluntários ). Existem também ações pontuais, esporádicas, que mobilizam outro perfil de indivíduos. Exemplos: Triagem de produtos para flagelados das enchentes, limpeza de áreas atingidas por inundação, distribuição de alimentos, etc...

O trabalho voluntário tem se tornado um importante fator de crescimento das organizações não governamentais, componentes do Terceiro Setor. Atualmente existem diversas organizações que se utilizam do trabalho voluntário de milhares de pessoas, não só no Brasil como em todo o mundo.

Os motivos que levam em direção ao trabalho voluntário podem ser de cunho pessoal, a doação de tempo e esforço como resposta a uma inquietação interior que é levada à prática. E também de cunho social, a tomada de consciência dos problemas ao se enfrentar com a realidade, o que leva à luta por um ideal ou ao comprometimento com uma causa